É uma tentativa de resgatar o que já foi a maternidade dos Caiman latirostris. “Era o sítio perfeito para eles, onde a população não mexia”, explica Adelmar Coimbra Filho. Em 1961, quando era administrador da Reserva Biológica de Jacarepaguá, o biólogo reintroduziu a espécie na região. Na época, a área era composta de grandes manguezais.”Os jacarés são os habitantes mais antigos daquele espaço, mas na década de 50 já estavam ameaçados pelo excesso de posseiros que costumavam caçá-los. Para reverter o quadro, soltamos 22 animais”.
De lá para cá, a ocupação humana cresceu em ritmo muito mais acelerado do que a reprodução dos jacarés, e a região conhecida como “sertão carioca” foi soterrada pela especulação imobiliária. Os bandeirantes que lá repousaram fizeram do Recreio um vizinho incômodo a Jacarepaguá que, não por acaso, significa “vale dos jacarés”.
Cheiro de esgoto
Leia também

Gato-mourisco resgatado vira peça-chave para conservação da espécie no RJ
Soltura do felino com rádio-colar, em ação inédita no Rio de Janeiro, permitirá monitorar e compreender melhor como a espécie usa as áreas de Mata Atlântica no estado →

Primeiro sítio com pinturas rupestres do estado do RJ é descoberto no Itatiaia
O sítio arqueológico, batizado de Agulhas Negras, está dentro do Parque Nacional do Itatiaia, a cerca de 2.350 metros de altitude, e foi descoberto por acaso →

Brasil deve reunir dados para se confirmar como líder na restauração ecológica
O compartilhamento de dados globais facilita o direcionamento de recursos financeiros diretamente a produtores rurais, povos indígenas e comunidades locais →